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Customer Relationship Management: conceito e importância no marketing

O Customer Relationship Management, conhecido principalmente pela sigla CRM, tornou-se uma das estratégias mais importantes para empresas que desejam conhecer melhor seus clientes, aumentar as vendas e construir relacionamentos duradouros.

Apesar de muita gente associar CRM apenas a um programa utilizado pelo setor comercial, o conceito é bem mais amplo. Uma empresa pode usar o Customer Relationship Management para organizar informações dos consumidores, acompanhar contatos, entender comportamentos, segmentar campanhas de marketing e identificar oportunidades de negócio.

Imagine uma loja que possui milhares de clientes. Alguns compraram apenas uma vez, outros realizam pedidos todos os meses e existem ainda aqueles que colocaram produtos no carrinho, mas nunca finalizaram uma compra. Tratar todas essas pessoas da mesma maneira provavelmente não será uma estratégia eficiente.

É justamente nesse cenário que o CRM ganha importância.

Com informações organizadas, marketing, vendas e atendimento conseguem entender melhor quem está do outro lado da relação comercial. Dessa forma, a empresa pode oferecer uma comunicação mais adequada para cada momento da jornada do consumidor.

Entenda a seguir o que é Customer Relationship Management, como funciona o CRM, quais são seus benefícios e por que essa estratégia é tão importante para o marketing.

O que é Customer Relationship Management (CRM)?

Customer Relationship Management pode ser traduzido para o português como Gestão de Relacionamento com o Cliente.

O conceito envolve estratégias, processos, práticas e tecnologias utilizadas por uma organização para administrar seu relacionamento e suas interações com clientes atuais e potenciais consumidores.

Na prática, o objetivo é conhecer melhor cada cliente e utilizar essas informações para desenvolver um relacionamento mais eficiente.

Uma empresa pode registrar dados como:

  • nome e informações de contato;
  • histórico de compras;
  • produtos de interesse;
  • contatos realizados anteriormente;
  • solicitações feitas ao atendimento;
  • estágio dentro do processo comercial;
  • origem do cliente;
  • respostas a campanhas;
  • preferências;
  • oportunidades comerciais;
  • datas importantes do relacionamento.

Essas informações podem ajudar diferentes departamentos.

O vendedor consegue verificar quando determinado cliente foi contatado pela última vez. O marketing pode identificar quais consumidores possuem interesse em determinado produto. O atendimento consegue consultar interações anteriores antes de responder uma nova solicitação.

Por isso, CRM não deve ser entendido simplesmente como uma lista de contatos.

Seu objetivo é construir uma visão organizada do relacionamento entre empresa e consumidor.

CRM é estratégia ou software?

Essa é uma das principais dúvidas sobre Customer Relationship Management.

A resposta é: pode estar relacionado aos dois conceitos.

Originalmente, CRM representa uma estratégia de gestão de relacionamento com clientes. Entretanto, o crescimento da tecnologia fez com que o termo também passasse a ser amplamente utilizado para identificar os sistemas responsáveis por organizar esse relacionamento.

Quando alguém diz “preciso atualizar o CRM”, por exemplo, provavelmente está falando sobre um software.

Já quando uma empresa afirma que precisa melhorar sua estratégia de CRM, o assunto pode envolver processos muito mais amplos.

Uma estratégia de Customer Relationship Management pode incluir:

  • definição da jornada do cliente;
  • organização das etapas comerciais;
  • coleta de informações;
  • segmentação de consumidores;
  • personalização da comunicação;
  • acompanhamento de oportunidades;
  • integração entre marketing e vendas;
  • análise dos resultados;
  • atendimento pós-venda;
  • estratégias de retenção.

O software entra como uma ferramenta capaz de centralizar e facilitar grande parte dessas atividades.

Soluções conhecidas do mercado permitem registrar contatos, criar automações, acompanhar oportunidades comerciais e visualizar dados por meio de relatórios e dashboards.

Portanto, comprar uma ferramenta de CRM não significa automaticamente possuir uma boa estratégia de relacionamento.

A tecnologia precisa estar acompanhada de processos bem definidos.

Como funciona um sistema de CRM?

O funcionamento depende da plataforma escolhida e das necessidades da empresa. Apesar disso, a lógica básica costuma ser parecida.

Imagine que uma pessoa visite o site de uma empresa e preencha um formulário solicitando uma demonstração de determinado serviço.

Os dados podem ser enviados para o CRM.

A partir daquele momento, o sistema passa a possuir um registro daquele potencial cliente.

O cadastro pode conter informações como:

Nome: João Silva
Empresa: Empresa Exemplo
Interesse: Software financeiro
Origem: formulário do site
Situação: novo lead
Último contato: 10 de agosto
Responsável: vendedor X

Quando o vendedor entrar em contato, essa interação poderá ser registrada.

Caso o consumidor peça para receber uma proposta na semana seguinte, uma tarefa também poderá ser criada para lembrar o responsável.

Se a proposta for aceita, a oportunidade muda de etapa.

Um fluxo comercial simplificado poderia ser:

Novo lead → Contato realizado → Reunião → Proposta → Negociação → Venda

Dessa forma, os profissionais conseguem visualizar quantas oportunidades existem em cada estágio.

O CRM também pode guardar o histórico daquele relacionamento mesmo depois da venda.

Caso o consumidor volte meses depois, a equipe não precisará necessariamente começar a conversa sem qualquer contexto.

Esse histórico é uma das grandes vantagens da gestão estruturada do relacionamento com clientes.

Qual é a importância do CRM para o marketing?

A importância do Customer Relationship Management no marketing está principalmente na possibilidade de transformar dados sobre consumidores em informações úteis para campanhas e decisões.

O marketing moderno depende cada vez mais de entender comportamento, interesses e diferentes momentos da jornada de compra.

Uma campanha genérica pode atingir milhares de pessoas. Isso não significa que a mesma mensagem seja relevante para todas elas.

Considere uma empresa que vende cursos.

Dentro de sua base existem pessoas que:

  • nunca compraram;
  • compraram um curso recentemente;
  • não compram há mais de um ano;
  • demonstraram interesse em determinada formação;
  • abandonaram uma compra;
  • são clientes recorrentes.

Enviar exatamente a mesma oferta para todos esses grupos pode desperdiçar oportunidades.

Com informações organizadas, o marketing pode desenvolver ações diferentes.

Um cliente antigo pode receber uma campanha de reativação. Uma pessoa que demonstrou interesse em determinado curso pode receber conteúdos relacionados ao assunto. Clientes recorrentes podem participar de ações de fidelização.

É essa capacidade de compreender melhor a base que torna o CRM tão relevante para estratégias de marketing.

Segmentação de clientes

Uma das principais aplicações do CRM no marketing está na segmentação.

Segmentar significa dividir uma base de consumidores ou potenciais clientes de acordo com determinados critérios.

A empresa poderia criar grupos considerando:

  • localização;
  • produto adquirido;
  • frequência de compra;
  • valor gasto;
  • interesses;
  • origem do lead;
  • estágio da jornada;
  • comportamento de compra;
  • tempo desde a última interação.

Esses segmentos permitem desenvolver comunicações mais específicas.

Uma empresa que vende produtos para animais, por exemplo, pode possuir clientes interessados em cães, gatos, aves e peixes.

Se essa informação estiver disponível, não faz muito sentido enviar uma promoção de ração para cães a toda a base.

A segmentação permite direcionar a campanha para consumidores com maior possibilidade de interesse naquela oferta.

Isso pode melhorar a relevância da comunicação e reduzir mensagens desnecessárias.

CRM e funil de vendas: qual é a relação?

O funil de vendas representa as etapas pelas quais um potencial cliente passa até realizar uma compra.

Embora cada empresa possa criar seu próprio modelo, normalmente existem estágios relacionados a descoberta, consideração, negociação e decisão.

O CRM ajuda a registrar em qual momento cada oportunidade está.

Imagine uma empresa com 500 potenciais clientes.

Sem organização, seria difícil responder perguntas como:

Quantas pessoas receberam uma proposta?

Quantas estão aguardando contato?

Quantas participaram de uma reunião?

Quantas vendas foram perdidas?

Quais vendedores possuem negociações abertas?

Qual etapa possui maior abandono?

Um CRM estruturado consegue centralizar essas informações.

Isso permite que gestores acompanhem indicadores e identifiquem possíveis gargalos.

Se muitas oportunidades chegam até a etapa de proposta, mas poucas avançam para fechamento, pode existir algum problema relacionado a preço, abordagem comercial, produto ou perfil dos leads.

O marketing também pode utilizar essas informações.

Caso determinados canais tragam muitos contatos, mas poucas vendas, talvez seja necessário avaliar a qualidade desses leads.

Por outro lado, um canal com menos contatos e maior taxa de conversão pode representar uma oportunidade interessante para novos investimentos.

Principais benefícios do Customer Relationship Management

Adotar uma estratégia de CRM pode gerar benefícios para empresas de diferentes tamanhos.

Os resultados dependem da qualidade dos dados, dos processos internos e da utilização correta da ferramenta.

Entre as principais vantagens estão:

1. Centralização das informações

Um dos problemas comuns em empresas sem CRM é a dispersão dos dados.

Parte das informações fica em planilhas. Outra parte está no e-mail. Algumas conversas permanecem em aplicativos de mensagens e determinados detalhes existem apenas na memória dos vendedores.

Isso cria uma dependência enorme das pessoas.

Quando os dados relevantes são registrados em uma plataforma centralizada, outros profissionais autorizados conseguem consultar o histórico necessário para continuar determinado processo.

2. Melhor conhecimento sobre os clientes

Quanto mais organizada estiver a informação, maior pode ser a capacidade de entender determinados comportamentos.

A empresa pode analisar quais produtos são mais comprados, quais consumidores retornam, quais campanhas geram oportunidades e quais características aparecem nos clientes mais valiosos.

Essas informações ajudam marketing e vendas a tomar decisões baseadas em dados.

3. Personalização da comunicação

CRM também pode contribuir para uma comunicação mais personalizada.

Isso não significa simplesmente colocar o primeiro nome do cliente em um e-mail.

Uma personalização realmente relevante considera contexto.

Se determinado consumidor acabou de comprar um notebook, por exemplo, talvez faça mais sentido apresentar acessórios compatíveis do que continuar anunciando exatamente o mesmo computador.

4. Acompanhamento de oportunidades

Sistemas de CRM ajudam equipes comerciais a acompanhar negociações em andamento.

Os vendedores podem consultar tarefas, próximos contatos e etapas de cada oportunidade.

Isso reduz o risco de perder uma venda simplesmente porque alguém esqueceu de retornar para o cliente.

5. Integração entre marketing e vendas

Marketing e vendas precisam trabalhar com objetivos conectados.

O marketing pode gerar leads. A equipe comercial tenta transformar essas oportunidades em clientes.

Quando os departamentos trabalham com informações isoladas, surgem problemas.

O marketing pode considerar uma campanha excelente porque trouxe milhares de contatos. Vendas pode considerar os mesmos contatos ruins porque quase nenhum virou cliente.

O CRM ajuda a conectar essas duas visões.

Quais dados podem ser analisados com CRM?

Um CRM pode gerar uma quantidade enorme de informações. Porém, acumular dados sem saber utilizá-los possui pouco valor.

O mais importante é selecionar métricas relacionadas aos objetivos da empresa.

Alguns exemplos incluem:

Taxa de conversão: percentual de oportunidades que avançam ou realizam determinada ação.

Número de leads: quantidade de potenciais clientes registrados durante determinado período.

Ticket médio: valor médio das vendas realizadas.

Tempo do ciclo de vendas: período necessário para transformar uma oportunidade em cliente.

Taxa de retenção: proporção de clientes que permanecem ativos durante determinado período.

Churn: indicador relacionado à perda ou cancelamento de clientes, bastante utilizado em negócios recorrentes.

Origem dos leads: canal pelo qual determinada oportunidade chegou até a empresa.

Taxa de fechamento: percentual das oportunidades comerciais que terminam em venda.

Também podem existir indicadores específicos para cada modelo de negócio.

O ponto central é utilizar os dados para responder perguntas relevantes.

Qual campanha gera os melhores clientes?

Quais produtos possuem maior recompra?

Em qual etapa as oportunidades estão sendo perdidas?

Quanto tempo uma venda demora para acontecer?

Quais clientes estão deixando de comprar?

Quando essas perguntas começam a ser respondidas com dados confiáveis, o CRM deixa de ser apenas um cadastro e passa a funcionar como ferramenta de gestão.

Exemplos de CRM no marketing

Para compreender melhor o conceito, vale observar situações práticas.

Imagine uma loja virtual de roupas.

Uma cliente comprou um vestido e autorizou o recebimento de comunicações comerciais de acordo com as regras aplicáveis.

O histórico mostra que ela costuma comprar produtos femininos e já realizou três pedidos.

A empresa pode utilizar essas informações para criar uma campanha destinada a clientes recorrentes interessados naquela categoria.

Outro exemplo seria uma escola de idiomas.

Um potencial aluno preencheu um formulário demonstrando interesse em inglês, mas não realizou a matrícula.

A informação pode ser registrada no CRM.

Posteriormente, a equipe pode entrar em contato ou incluir esse potencial cliente em uma estratégia adequada de relacionamento, respeitando as permissões e regras de proteção de dados aplicáveis.

Também existe o cenário B2B.

Uma empresa que vende software para outras organizações pode ter um ciclo comercial de vários meses.

Durante esse período podem ocorrer:

  • ligações;
  • reuniões;
  • demonstrações;
  • envio de propostas;
  • negociações;
  • alterações contratuais;
  • contatos com diferentes decisores.

Sem um sistema centralizado, acompanhar tudo isso se torna bastante complicado.

O CRM permite manter um histórico da oportunidade e facilita a continuidade do processo.

CRM, automação de marketing e atendimento são a mesma coisa?

Não.

Embora essas tecnologias possam trabalhar juntas, possuem objetivos diferentes.

O CRM concentra informações relacionadas ao relacionamento com clientes e oportunidades.

A automação de marketing ajuda a automatizar determinadas campanhas e jornadas. Pode incluir envio de e-mails, segmentações e ações acionadas pelo comportamento do usuário.

Já as ferramentas de atendimento costumam organizar solicitações, tickets, conversas e suporte ao consumidor.

Hoje existem plataformas que reúnem várias dessas funcionalidades dentro do mesmo ecossistema.

Por isso, as fronteiras podem parecer menos claras.

O mais importante é observar o objetivo de cada recurso e como as informações circulam entre marketing, vendas e atendimento.

CRM e experiência do cliente

Uma boa gestão de relacionamento também pode melhorar a experiência do cliente.

Poucas situações são tão frustrantes quanto precisar explicar o mesmo problema diversas vezes para diferentes atendentes.

Quando existe um histórico acessível aos profissionais autorizados, a empresa pode compreender melhor aquilo que aconteceu anteriormente.

Imagine que um cliente entrou em contato três vezes por causa do mesmo problema.

No quarto contato, o atendente consulta o histórico e já sabe quais procedimentos foram realizados.

A conversa tende a ser mais eficiente.

Esse princípio também vale para vendas.

Se uma pessoa já informou que não possui interesse em determinado produto, continuar oferecendo exatamente a mesma coisa repetidamente pode prejudicar a experiência.

O CRM ajuda justamente a construir memória organizacional sobre o relacionamento.

Customer Relationship Management e LGPD

Ao falar sobre CRM no Brasil, existe outro assunto que merece atenção: proteção de dados pessoais.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, estabelece regras relacionadas ao tratamento de dados pessoais no país.

Isso significa que utilizar CRM não dá à empresa liberdade para coletar qualquer informação sobre consumidores sem critérios.

Organizações precisam observar questões como finalidade, necessidade, segurança, transparência e as bases legais aplicáveis ao tratamento de dados.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) disponibiliza materiais e orientações relacionados à LGPD e à proteção de dados pessoais.

No contexto do marketing, esse cuidado é especialmente importante porque ferramentas podem armazenar informações de contato, comportamento e histórico de relacionamento.

Por isso, uma boa estratégia de CRM também precisa considerar governança e segurança dos dados.

Entre os cuidados importantes estão:

  • coletar apenas informações necessárias;
  • definir quem possui acesso aos dados;
  • manter medidas de segurança adequadas;
  • estabelecer políticas internas;
  • avaliar as bases legais utilizadas;
  • respeitar os direitos dos titulares;
  • manter informações atualizadas quando necessário;
  • eliminar dados quando não houver justificativa adequada para mantê-los.

CRM eficiente não significa simplesmente acumular a maior quantidade possível de informações.

Significa utilizar dados relevantes de maneira organizada e responsável.

Como implementar CRM em uma empresa?

A implementação deve começar pelos processos e não necessariamente pela compra de uma ferramenta.

Primeiro, a empresa precisa entender como funciona atualmente seu relacionamento com clientes.

Algumas perguntas ajudam:

Como os clientes chegam?

Quem realiza o primeiro contato?

Quais etapas existem antes da venda?

Quais informações precisam ser registradas?

Quem será responsável por atualizar os dados?

O que acontece depois da venda?

Quais indicadores precisam ser acompanhados?

Depois dessas definições, fica muito mais fácil configurar uma ferramenta.

Um processo básico pode seguir esta lógica:

  1. Mapear a jornada do cliente

Identifique os principais pontos de contato entre consumidor e empresa.

  1. Definir etapas comerciais

Estabeleça quais estágios uma oportunidade percorre até chegar à venda.

  1. Escolher os dados necessários

Evite criar dezenas de campos sem utilidade prática.

  1. Definir responsabilidades

Os profissionais precisam saber quem registra e atualiza cada informação.

  1. Escolher a ferramenta

Avalie funcionalidades, integrações, segurança, facilidade de utilização e custo.

  1. Treinar a equipe

Um CRM extremamente completo não funciona quando ninguém sabe utilizá-lo corretamente.

  1. Acompanhar indicadores

Depois da implantação, analise os resultados e identifique oportunidades de melhoria.

O processo pode começar pequeno e evoluir conforme a empresa amadurece sua estratégia.

Quais são os erros mais comuns ao utilizar CRM?

Um dos principais erros é imaginar que o software resolverá sozinho os problemas de relacionamento com clientes.

Nenhuma ferramenta consegue corrigir processos ruins automaticamente.

Outro problema comum é não atualizar as informações.

Se os vendedores realizam negociações fora do sistema e não registram os contatos, o CRM começa a apresentar uma realidade diferente daquela existente na operação.

Existem ainda outros erros frequentes:

  • criar etapas demais no funil;
  • registrar informações desnecessárias;
  • não padronizar cadastros;
  • deixar dados duplicados;
  • não treinar funcionários;
  • acompanhar métricas sem objetivo;
  • ignorar segurança e privacidade;
  • não integrar marketing e vendas;
  • utilizar automações sem considerar a experiência do cliente.

A qualidade do CRM depende diretamente da qualidade dos processos e das informações inseridas nele.

Um dashboard bonito não ajuda muito quando os dados utilizados estão incorretos.

Por que o CRM se tornou tão importante para o marketing?

O relacionamento entre empresas e consumidores mudou bastante com o avanço dos canais digitais.

Uma pessoa pode conhecer uma marca pelo Google, visitar o site, acompanhar as redes sociais, receber um e-mail, conversar com um vendedor e somente semanas depois realizar uma compra.

Depois disso, o relacionamento continua.

Ela pode entrar em contato com o suporte, comprar novamente, recomendar a empresa ou simplesmente deixar de consumir seus produtos.

O marketing precisa compreender essa jornada de maneira cada vez mais integrada.

É nesse cenário que o Customer Relationship Management ganha espaço.

Quando bem utilizado, o CRM ajuda a transformar diferentes interações em uma visão organizada do cliente.

O marketing consegue trabalhar segmentações melhores. Vendas acompanha oportunidades com mais clareza. O atendimento consulta históricos. Gestores conseguem analisar indicadores e identificar padrões.

Mais do que simplesmente vender uma vez, a gestão de relacionamento procura entender como criar valor durante toda a relação entre consumidor e empresa.

Esse é justamente o motivo pelo qual o CRM deixou de ser apenas uma ferramenta associada aos vendedores e passou a ocupar uma posição estratégica dentro do marketing moderno.

Quanto melhor uma empresa conhece seu público, mais condições ela possui para desenvolver comunicações relevantes, identificar oportunidades e evitar abordagens desconectadas das necessidades reais do consumidor. O software ajuda bastante nesse processo, mas são a qualidade dos dados, os processos internos e a maneira como a organização utiliza essas informações que realmente transformam Customer Relationship Management em uma estratégia de negócio.