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18 espécies de pets que conquistaram os lares brasileiros

Ter um animal de estimação faz parte da rotina de milhões de famílias. Embora cães e gatos continuem sendo os companheiros mais conhecidos, basta visitar uma loja especializada ou conversar com outros tutores para perceber como o universo dos pets no Brasil é muito mais diversificado.

Peixes ornamentais, coelhos, hamsters, calopsitas e até alguns répteis ganharam espaço entre pessoas que procuram animais com características diferentes. Cada espécie possui seu próprio comportamento, expectativa de vida, alimentação e necessidade de espaço.

Isso significa que escolher um pet não deveria depender apenas da aparência. Um animal que funciona perfeitamente para uma família pode não combinar com a rotina de outra.

Quem passa muitas horas fora de casa pode procurar uma espécie mais independente. Famílias com crianças podem priorizar animais sociáveis. Moradores de apartamentos também precisam considerar espaço, barulho e estrutura necessária para manter o bichinho com qualidade de vida.

Outro cuidado importante envolve a origem do animal. Algumas espécies silvestres ou exóticas estão sujeitas a regras específicas de criação e comercialização. O Ibama possui normas relacionadas ao manejo da fauna silvestre e mantém orientações sobre empreendimentos autorizados. Por isso, antes de adquirir um pet menos convencional, é fundamental verificar sua procedência e as exigências legais aplicáveis.

Conheça agora 18 espécies de pets que conquistaram os lares brasileiros e descubra as principais características de cada uma.

Quais são os pets mais populares no Brasil?

Quando pensamos em animais de estimação mais populares no Brasil, cães e gatos aparecem imediatamente. Porém, eles representam apenas uma parte das possibilidades.

Aves ornamentais possuem uma presença histórica nas casas brasileiras. Peixes também conquistaram muitos admiradores graças ao aquarismo. Pequenos mamíferos ganharam espaço principalmente entre pessoas que vivem em apartamentos.

Até mesmo alguns animais que décadas atrás dificilmente seriam imaginados como pets atualmente aparecem em ambientes domésticos.

É importante diferenciar animais domésticos de espécies silvestres. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém uma lista oficial de espécies consideradas domésticas introduzidas no território nacional. Nela aparecem animais como coelho e chinchila, além de várias espécies tradicionalmente relacionadas à criação.

Independentemente da espécie escolhida, todos os pets exigem responsabilidade. Alimentação adequada, higiene, ambiente seguro, acompanhamento veterinário quando necessário e respeito ao comportamento natural do animal são pontos essenciais.

Veja quais bichinhos estão entre aqueles que mais chamam atenção dos brasileiros.

1. Cachorro

É praticamente impossível começar uma lista de pets brasileiros sem falar dos cães.

O cachorro acompanha seres humanos há milhares de anos e atualmente pode ser encontrado em casas de praticamente todos os formatos. Existem animais pequenos que se adaptam bem a apartamentos e cães de grande porte que necessitam de bastante espaço e atividade física.

Uma das características responsáveis pela popularidade dos cachorros é sua capacidade de interação.

Muitos desenvolvem vínculos intensos com os tutores e aprendem comandos, reconhecem rotinas e procuram constantemente interação com as pessoas.

Entretanto, cachorro não é um pet de baixa manutenção.

O tutor precisa considerar:

  • alimentação;
  • vacinação;
  • vermifugação conforme orientação veterinária;
  • exercícios;
  • socialização;
  • higiene;
  • consultas veterinárias;
  • enriquecimento ambiental;
  • tempo disponível para interação.

A necessidade de atividade varia bastante conforme idade, porte, condição de saúde e características individuais.

Antes de adotar ou comprar um cachorro, portanto, é importante pensar nos próximos anos e não somente nos primeiros meses de convivência.

2. Gato

Os gatos domésticos conquistaram definitivamente seu espaço dentro das residências.

Eles são conhecidos pela independência, higiene e capacidade de adaptação a ambientes internos. Essas características fizeram do gato uma opção bastante procurada por moradores de apartamentos.

Isso não significa que gatos possam ser simplesmente deixados sozinhos sem cuidados.

Eles precisam de estímulos físicos e mentais. Arranhadores, brinquedos, locais elevados e espaços para esconderijo ajudam a tornar o ambiente mais interessante.

Outro cuidado importante está relacionado às janelas e sacadas.

Apartamentos e casas com acesso a locais elevados precisam de medidas de segurança para evitar fugas e quedas. A criação dentro de um ambiente protegido também reduz a exposição do animal a atropelamentos, brigas e diversas doenças.

Caixas de areia devem permanecer limpas e disponíveis em locais adequados.

Com uma estrutura bem planejada, gatos podem ser excelentes companheiros até mesmo em residências relativamente pequenas.

3. Calopsita

A calopsita está entre as aves de estimação que ganharam enorme popularidade.

Originária da Austrália, ela chama atenção pela pequena crista na cabeça e pelo comportamento bastante curioso.

Calopsitas podem aprender assobios, reconhecer pessoas e desenvolver uma relação próxima com seus tutores. Alguns indivíduos gostam bastante de interação enquanto outros podem apresentar comportamento mais reservado.

Essas aves precisam de espaço adequado e oportunidades para se movimentar.

Uma gaiola pequena utilizada permanentemente não oferece todos os estímulos necessários para uma rotina saudável. Brinquedos, poleiros adequados e atividades ajudam no enriquecimento ambiental.

A alimentação também merece atenção. Uma dieta composta exclusivamente por sementes pode não oferecer equilíbrio nutricional adequado. O planejamento alimentar deve considerar as necessidades da espécie e pode ser orientado por veterinário especializado em aves.

4. Periquito-australiano

Pequeno, colorido e bastante ativo, o periquito-australiano é outro representante muito conhecido entre as aves mantidas como pets.

Seu tamanho reduzido pode causar a falsa impressão de que ele precisa de pouco espaço.

Na prática, periquitos são aves ativas e necessitam de ambiente que permita movimentação adequada.

Também são animais bastante sociais.

Quando recebem interação e manejo adequado, podem desenvolver confiança no tutor. Alguns indivíduos conseguem reproduzir sons e até determinadas palavras.

Quem pretende ter um periquito precisa pesquisar sobre alimentação, tamanho adequado do viveiro, enriquecimento ambiental e convivência entre aves.

5. Canário

O canto é provavelmente a característica mais conhecida dos canários.

Essas pequenas aves fazem parte da cultura de criação doméstica há bastante tempo e existem diferentes variedades desenvolvidas ao longo de gerações.

O canário pode ser procurado tanto pela beleza quanto pelo canto.

Apesar de ser pequeno, precisa de espaço adequado, higiene frequente e alimentação equilibrada.

Também é importante entender que o comportamento pode variar conforme sexo, idade, variedade e condições ambientais.

O tutor interessado nessas aves deve procurar exemplares de procedência regular e aprender sobre suas necessidades antes de levá-los para casa.

6. Peixe betta

O betta é um dos peixes ornamentais mais conhecidos por quem está começando no aquarismo.

Suas cores intensas e nadadeiras chamativas fizeram com que ele se tornasse extremamente popular.

Existe, porém, um erro comum: acreditar que bettas podem viver bem em recipientes minúsculos sem qualquer estrutura.

Sobreviver não significa necessariamente possuir boas condições de vida.

O aquário precisa proporcionar espaço, qualidade adequada da água e condições compatíveis com a espécie. Temperatura e parâmetros da água também precisam ser observados.

O betta possui uma característica interessante: um órgão chamado labirinto permite que ele utilize oxigênio atmosférico.

Isso não elimina a necessidade de manter a água em boas condições.

Para quem pretende começar no aquarismo, aprender sobre ciclagem, filtragem e manutenção da água faz uma enorme diferença.

7. Kinguio

O kinguio, conhecido também como peixe-dourado ou goldfish, é outro clássico dos aquários.

Sua aparência simpática acaba levando muitas pessoas a comprá-lo sem perceber quanto ele pode crescer.

Kinguios necessitam de aquários consideravelmente maiores do que pequenos recipientes decorativos encontrados em algumas lojas.

Também produzem bastante matéria orgânica. Por isso, uma boa filtragem é particularmente importante.

Dependendo da variedade e das condições oferecidas, esses peixes podem permanecer muitos anos com seus tutores.

O kinguio mostra perfeitamente por que pesquisar sobre um pet antes da aquisição é tão importante.

Aquele peixinho pequeno visto na loja não necessariamente permanecerá daquele tamanho.

8. Guppy

Coloridos e pequenos, os guppies são muito conhecidos entre aquaristas.

Os machos geralmente apresentam cores bastante chamativas e podem transformar um aquário em um ambiente cheio de movimento.

Outro aspecto marcante é sua facilidade de reprodução.

Guppies são peixes vivíparos. Isso significa que as fêmeas dão origem a filhotes já formados em vez de simplesmente depositarem ovos da maneira que muitas pessoas imaginam quando pensam em reprodução de peixes.

Essa facilidade reprodutiva exige planejamento.

Um pequeno grupo pode aumentar rapidamente quando machos e fêmeas são mantidos juntos.

O aquarista também precisa acompanhar qualidade da água, alimentação e compatibilidade entre os habitantes do aquário.

9. Coelho

O coelho doméstico conquistou espaço principalmente entre famílias que procuram um animal diferente de cães e gatos.

Ele pode aprender rotinas, reconhecer pessoas e desenvolver comportamentos bastante curiosos.

A imagem de que coelhos precisam viver permanentemente dentro de pequenas gaiolas é inadequada.

Eles necessitam de espaço para se movimentar e explorar o ambiente.

A alimentação é outro ponto essencial. Feno apropriado possui papel importante na rotina alimentar desses animais, além de outros alimentos recomendados conforme orientação profissional.

Os dentes dos coelhos crescem continuamente. Isso torna a alimentação e os cuidados odontológicos particularmente importantes.

Também é necessário proteger fios elétricos, plantas perigosas e objetos que possam ser roídos.

Segundo a lista publicada pelo Mapa, o coelho (Oryctolagus cuniculus) aparece entre as espécies animais domésticas introduzidas no território nacional.

10. Hamster

O hamster é pequeno, relativamente silencioso e ocupa menos espaço do que animais maiores. Essas características contribuíram para sua popularização como pet.

Mesmo sendo pequeno, ele precisa de um ambiente bem estruturado.

Hamsters gostam de explorar, cavar e procurar alimentos. Um recinto adequado deve permitir que o animal expresse parte desses comportamentos naturais.

Rodas de exercício também são bastante utilizadas, desde que possuam tamanho apropriado.

Outro detalhe importante é o período de atividade.

Muitos hamsters ficam mais ativos durante a noite ou nos períodos próximos ao anoitecer e amanhecer. Isso significa que talvez não sejam a melhor escolha para quem espera brincar constantemente com o pet durante o dia.

Existem diferentes espécies mantidas como animais de estimação e as regras de convivência podem variar. Algumas são mais territoriais e não devem simplesmente ser colocadas juntas sem conhecimento sobre seu comportamento.

11. Porquinho-da-índia

O porquinho-da-índia possui aparência simpática e uma característica que conquista muitos tutores: sua comunicação por sons.

Eles podem emitir diferentes vocalizações conforme o contexto.

Também são animais sociais e precisam de atenção às necessidades de convivência da espécie.

Sua alimentação merece cuidado especial. Porquinhos-da-índia não produzem vitamina C em quantidade suficiente para atender às próprias necessidades e dependem da dieta para obtê-la.

Isso torna o planejamento nutricional particularmente importante.

Feno, alimentação específica e vegetais apropriados podem fazer parte da dieta conforme recomendação profissional.

Apesar do nome, o porquinho-da-índia não é um porco. Trata-se de um roedor.

12. Chinchila

A chinchila chama atenção pela pelagem extremamente densa e aparência que lembra um pequeno bichinho de pelúcia.

Ela aparece na lista de espécies animais domésticas publicada pelo Ministério da Agricultura.

Chinchilas possuem algumas necessidades bastante particulares.

Uma das mais conhecidas é o banho seco. Em vez de banhos convencionais frequentes com água, são utilizados produtos específicos que ajudam na manutenção da pelagem conforme orientação adequada.

Temperaturas elevadas também merecem atenção.

A pelagem extremamente densa faz com que esses animais sejam sensíveis ao calor. Por isso, as condições do ambiente precisam ser consideradas antes da adoção.

São animais ativos e necessitam de estrutura para se movimentar, explorar e roer objetos seguros.

13. Rato doméstico

Pode parecer estranho para algumas pessoas, mas ratos domésticos também são criados como animais de estimação.

Eles não devem ser confundidos simplesmente com roedores encontrados nas ruas.

Animais provenientes de criação responsável podem apresentar comportamento bastante sociável e curioso.

Ratos conseguem aprender rotinas e explorar brinquedos e estruturas relativamente complexas.

Também são animais sociais. O planejamento da convivência precisa considerar sexo, espaço, compatibilidade e prevenção de reprodução indesejada.

A expectativa de vida relativamente curta é um aspecto que o futuro tutor precisa conhecer antes de escolher esse pet.

14. Camundongo doméstico

O camundongo doméstico é outro pequeno roedor encontrado como animal de companhia.

Seu tamanho reduzido permite a criação em recintos menores quando comparado a pets de grande porte, mas isso não significa ausência de necessidades ambientais.

Eles gostam de explorar túneis, esconderijos e diferentes níveis.

A estrutura precisa impedir fugas, já que camundongos conseguem passar por espaços surpreendentemente pequenos.

A limpeza também precisa ser equilibrada. O ambiente deve permanecer higienizado sem eliminar constantemente todos os odores utilizados pelos animais para reconhecer o território.

Como ocorre com outros roedores, é fundamental compreender previamente as regras de convivência entre indivíduos.

15. Gerbil

O gerbil, frequentemente chamado de esquilo-da-mongólia, ganhou admiradores entre quem procura pequenos roedores como pets.

Apesar do apelido, ele não é simplesmente um esquilo.

Gerbils são bastante ativos e gostam de cavar. Um ambiente adequado precisa considerar esse comportamento.

Uma camada de substrato apropriado permite que o animal explore e construa túneis.

Também gostam de roer materiais seguros, comportamento natural importante para diversos roedores.

O tutor deve pesquisar cuidadosamente quais materiais podem ser utilizados no recinto. Alguns produtos vendidos para pequenos animais podem produzir poeira excessiva ou não ser adequados para todas as espécies.

16. Furão

O furão, também conhecido como ferret, é um pet bastante diferente.

Curioso e extremamente ativo, costuma explorar praticamente qualquer espaço ao qual consegue ter acesso.

Por esse motivo, preparar a residência é indispensável.

Buracos, frestas, móveis, fios e objetos pequenos precisam ser avaliados para evitar acidentes.

O furão também possui necessidades alimentares específicas e demanda acompanhamento de profissional com experiência em animais não convencionais.

Questões relacionadas à origem e regularidade documental precisam ser verificadas antes da aquisição.

Animais exóticos ou silvestres podem estar sujeitos a controles diferentes daqueles aplicados aos pets domésticos tradicionais. O Ibama mantém normas e orientações específicas relacionadas à fauna exótica e silvestre.

17. Jabuti

O jabuti chama atenção principalmente pela aparência e longevidade.

É justamente aqui que surge um dos pontos mais importantes desta lista.

Jabutis são animais silvestres e sua manutenção como pet não deve ser tratada da mesma maneira que a aquisição de um cachorro ou coelho.

A procedência legal é fundamental.

Animais silvestres destinados à criação legal precisam respeitar as normas aplicáveis e devem possuir origem regular. Comprar animais provenientes do tráfico de fauna alimenta uma atividade ilegal que provoca enorme impacto sobre a biodiversidade.

O futuro tutor também precisa considerar que jabutis podem viver durante muitas décadas.

Adquirir um animal assim representa um compromisso de longo prazo.

Além disso, alimentação, exposição adequada à luz, temperatura, espaço e acompanhamento veterinário especializado precisam fazer parte do planejamento.

As regras envolvendo fauna silvestre podem sofrer variações conforme espécie, finalidade e regulamentação aplicável. Por isso, o caminho seguro é consultar os órgãos ambientais e adquirir animais somente de estabelecimentos devidamente autorizados.

18. Gecko-leopardo

Os répteis também despertam curiosidade entre brasileiros interessados em pets exóticos.

O gecko-leopardo é um pequeno lagarto originário de regiões da Ásia e bastante conhecido internacionalmente na criação em cativeiro.

Sua aparência é marcante. O corpo apresenta padrões que podem lembrar manchas e existem diferentes variações desenvolvidas em criação.

Entretanto, répteis possuem necessidades completamente diferentes das de cães ou gatos.

Temperatura, umidade, substrato, esconderijos, iluminação quando aplicável e alimentação precisam ser planejados de acordo com a biologia da espécie.

Outro ponto essencial envolve novamente a legislação.

Não se deve comprar um réptil simplesmente porque alguém anunciou o animal na internet.

Espécies exóticas e silvestres podem estar sujeitas a controles ambientais, sanitários, de importação, criação e comercialização. O Ministério da Agricultura informa que o ingresso de animais silvestres no Brasil, incluindo répteis e tartarugas, está sujeito ao cumprimento de exigências e documentação específicas.

A legislação e a regularidade da espécie precisam ser verificadas antes da aquisição.

Como escolher o pet ideal para sua casa?

Depois de conhecer tantas espécies de animais de estimação, pode surgir uma pergunta: qual delas é a melhor?

Não existe uma resposta universal.

O melhor pet é aquele cujas necessidades são compatíveis com as condições que o tutor realmente consegue oferecer.

Antes de tomar uma decisão, vale analisar:

  • quanto espaço existe na residência;
  • quantas horas o animal ficará sozinho;
  • quanto dinheiro pode ser destinado mensalmente aos cuidados;
  • qual é a expectativa de vida da espécie;
  • quais veterinários especializados existem na região;
  • se existem crianças ou outros animais na casa;
  • quanto barulho o pet pode produzir;
  • qual alimentação será necessária;
  • quais gastos iniciais serão necessários;
  • se a espécie exige aquário, terrário ou recinto específico;
  • qual é a procedência do animal;
  • se existem exigências legais para sua criação.

O custo inicial também não deveria ser o principal critério.

Um animal barato para adquirir pode exigir equipamentos caros. Peixes precisam de aquários e sistemas adequados. Répteis podem depender de terrários e controle ambiental. Pequenos mamíferos necessitam de recintos, substratos e alimentação apropriada.

Cães e gatos também geram despesas recorrentes com alimentação, prevenção de doenças e acompanhamento veterinário.

O ideal é calcular não apenas quanto custa “comprar o pet”, mas quanto custa cuidar dele durante toda a vida.

Pet exótico ou silvestre pode ser criado em casa?

Esse assunto merece atenção especial porque existe muita informação incorreta circulando na internet.

Nem todo animal diferente de cachorro ou gato é automaticamente proibido. Ao mesmo tempo, isso não significa que qualquer espécie possa ser comprada e mantida em casa livremente.

Existem diferenças entre animais domésticos, silvestres nativos e animais pertencentes à fauna exótica.

A legislação ambiental estabelece regras para criação, manejo, comércio, transporte e importação em diferentes situações.

O Ibama define, no contexto de suas normas sobre fauna, animal de estimação silvestre como aquele proveniente de espécie da fauna silvestre, nascido em criadouro comercial legalmente estabelecido e mantido em cativeiro domiciliar sem finalidade de abate, reprodução ou uso científico e laboratorial.

Também existem empreendimentos que precisam passar por procedimentos de autorização para trabalhar legalmente com fauna silvestre.

Por isso, encontrar alguém vendendo determinado animal nas redes sociais não comprova que sua comercialização seja regular.

Antes de comprar um pet não convencional, confira a espécie exata, a procedência, a documentação e as regras ambientais atuais. Dependendo do caso, também podem existir exigências estaduais.

Jamais retire um animal diretamente da natureza para transformá-lo em pet.

Além de colocar o animal em uma situação inadequada, a captura de fauna silvestre pode configurar infração ambiental e contribuir para problemas de conservação.

Cuidados que todo animal de estimação precisa

Cachorro, gato, peixe, ave, roedor ou réptil possuem necessidades muito diferentes. Existe, entretanto, algo em comum entre todos eles: ter um pet envolve responsabilidade.

A empolgação dos primeiros dias passa.

As responsabilidades permanecem durante anos.

Antes de levar qualquer animal para casa, a família precisa estar preparada para oferecer alimentação adequada, ambiente seguro, higiene e acompanhamento profissional sempre que necessário.

Também é preciso respeitar o comportamento natural da espécie.

Um peixe não demonstra necessidades da mesma maneira que um cachorro. Um hamster possui hábitos diferentes de um coelho. Uma calopsita não deve receber exatamente os mesmos cuidados de um canário.

Conhecer essas diferenças ajuda a evitar muitos erros.

Outro aspecto importante é procurar atendimento veterinário adequado. Para cães e gatos, encontrar clínicas costuma ser relativamente simples. Já aves, répteis e pequenos mamíferos podem exigir veterinários especializados em animais silvestres ou não convencionais.

Vale pesquisar essa disponibilidade antes mesmo de adquirir o pet.

Também é interessante descobrir antecipadamente quanto custam consultas e cuidados básicos na sua região.

A escolha responsável começa antes de o animal chegar em casa.

Entre cães que esperam o tutor chegar do trabalho, gatos observando tudo de uma janela protegida, calopsitas assobiando pela manhã e peixes transformando aquários em pequenos ecossistemas, existem inúmeras maneiras de conviver com animais.

Cada uma dessas 18 espécies de pets possui particularidades que precisam ser respeitadas. Conhecer o comportamento, os custos, a expectativa de vida e as necessidades do animal torna muito mais fácil escolher um companheiro compatível com a rotina da família e oferecer a ele uma vida realmente adequada.